Eu sou um rélis mortal, preso as leis da física que me forçam a fica no chão, mas o meu real desejo é flutuar, alcançar as nuvens, o mais alto ponto avistável, lá, encontrarei o refrigério de minhalma, o refúgio de minha mente, o verdadeiro descanso para o meu coração, então o que me resta fazer é saltar, o mais alto que puder, e tentar ficar o maior tempo que posso no ar, mas isso dura pouco, pois o peso que está sobre os meus pés insiste em me puxar pra baixo, me obrigando a voltar a uma realidade desgraçada, mórbida, fria e melancólica. Quase me acomodei a essa vida miserável, aceitando a derrota e impotência, mas meu coração não pulsa o meu sangue, um sangue comum, ele bombeia um sangue limpo, puro, imaculado, um sangue que foi entregue sem reclamar como penitencia por meus pecados, esse sangue foi derramado por amor, e me lavou me fez puro, e ainda, me deu asas, assim com as asas do espírito eu não preciso mais saltar para tocar os céus, agora eu posso voar, voar sem medo de cair, pois seguro estou, assim meu coração se enche de alegria, meus pesadelos e incertezas se esvaem, agora já não me contenho de felicidade, pois não sou mais eu que vivo, é Cristo quem vive em mim, e não volto mais a por meus pés no chão que antes me aprisionava, nunca mais.
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